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domingo, 22 de fevereiro de 2009
Em Foco: "Dirigentes europeus reunem em Berlim para preparar Cimeira dos G20"

terça-feira, 9 de setembro de 2008
Idei@s_10..."As Novas Torres de Babel - Parte II"
Corão 10,48
Vejamos então: as nações só têm caráter quando são livres, ou seja, quando vivem em democracia. Por outro lado, só conseguem progredir e evoluir, quando estão seguras do caminho e das decisões tomadas, isto é, quando estão conscientes de que nem tudo são facilitismos, acreditando assim nas capacidades inatas das suas gentes e, porque não, em algo supremo que está para além da física, porque um barco cujo timoneiro é alguém sem fé, é um barco à deriva, sem bússola que o oriente e sem leme que o guie.
Não devemos, pois, dissociar os conceitos Democracia, Nação e Religião, apresentados por Pierre Manet no livro «A Razão das Nações», da evolução humana e da construção das novas "Torres de Babel", antes pelo contrário e tendo presente o sentido da unicidade, devemos inviabilizar que as mesmas sejam construídas com base na idéia de que qualquer diferença colectiva põe em perigo a unidade humana, tornando irrelevante toda a diferença. Devemos bloquear tal construção, lutando diariamente, nos nossos meios sociais, dentro dos nossos grupos, pela união dos povos, assente nessa diferença cultural, religiosa, política e histórica.
Para quem ainda duvida da razão desta e de outras leituras, sejam elas quais forem, queria apenas dizer que um belo texto é sempre aquele que semeia em redor os pontos de interrogação. Espero ter semeado alguns com as “Novas Torres de Babel”.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Idei@s_09..."Novas Torres de Babel-Parte I"
«A Democracia...é uma constituição agradável, anárquica e variada, distribuidora de igualdade, indiferentemente, a iguais e desiguais »A República, Platão
Recentemente adquiri um pequeno livro: desses que se lêem durante o almoço, ou, durante um passeio no parque. Um desses livros que aparentemente não nos parecem suscitar qualquer interesse, como a sombra de um banco no chão de uma calçada, ou, de um simples raio de sol invadindo um beco escondido. Um livro pequeno, de capa escura e sem quaisquer grafismos inovadores.
Uma primeira leitura desse livro, levou-me a uma curta viagem aos tempos de universitário, onde, durante o intervalo das aulas então leccionadas, para além dos temas genéricos e habituais, discutíamos sobre política e Democracia, e onde posições contrárias eram mais do que normais e frequentes. E era nessa diferença que residia a riqueza das ideias e a sustentabilidade dos passos futuros de cada um e estava subjacente a ideia da Democracia outrora conquistada. Este livro, de apenas 85 páginas, fala sobre as nações, as suas culturas, a democracia, o projecto europeu, etc. Em síntese, 85 páginas sobre a Democracia, a Nação e a Religião. É verdade: não parece ser muita a informação que podemos encontrar em tão poucas páginas, mas é sem dúvida profunda a reflexão que delas podemos tirar, seja qual for a nossa posição.
Uma das reflexões deste autor – nome que não revelarei, pois espero que a curiosidade vos leve a ler as crónicas seguintes que dedicarei a este tema, na procura de alguma pista que o identifique –, que me chamou a atenção, está relacionada com o conceito da Democracia moderna. A ideia chave desta reside numa edificação simultânea de duas torres de Babel que disputam, diplomaticamente entre si, a autoria da Democracia futura. Mas, ao contrário do conceito da “Babel” bíblica, estas torres, estão a ser edificadas sustentando-se na ideia de que, uma vez que qualquer diferença colectiva põe em perigo a unidade humana, é imprescindível tornar irrelevante toda a diferença e, sob o flash desta unidade proclamada pelas novas torres de Babel, a humanidade mobiliza-se, pouco a pouco e sem se dar conta, para uma liturgia contínua e interminável de adoração de si, descaracterizando-se a si, à Democracia e, ao futuro da humanidade.
Até ao próximo número do Idei@s, gostaria de vos deixar uma interrogação, para a qual, felizmente, ainda não tenho resposta pois uma contribuição assente na diferença formulará uma resposta mais rica:
“Poderá a Democracia futura continuar a assentar no pressuposto de uma unidade de povos cultural, religiosa, política e historicamente diferente? Ou estaremos rumo a uma Democracia descaracterizada, assente numa diferenciação desmedida e baseada numa “diplomacia pingue-pongue entre as duas novas torres, onde o princípio da unidade assente na diferenciação está a desaparecer e o princípio unificador das nossas vidas a perder a sua forte ligação?”
sexta-feira, 26 de outubro de 2007
idei@s_02 ..."Uma nova Europa"
«Lisboa é um porto seguro para a Europa …»Foi com esta frase que, no passado dia 20 de madrugada, o Primeiro-Ministro e Presidente do Conselho, José Sócrates, anunciava o novo Tratado Reformador para Europa: O Tratado de Lisboa. Um acordo histórico para Portugal e para a Europa e uma mensagem clara e concisa de confiança para todas as sociedades e economias da Europa e do mundo.
Em 2000, durante a sua segunda Presidência da União Europeia, foi definida em Portugal uma estratégia diferenciadora apostando na inovação e no conhecimento - a Agenda de Lisboa - atribuindo o nome da nossa capital a uma estratégia ambiciosa e de mudança estruturante para a Europa. Em 2005, com vista a uma maior focalização das suas prioridades, a Estratégia de Lisboa colocou o foco no crescimento e no emprego. Sete anos depois, durante a nossa terceira presidência, voltamos a repetir o feito, tendo por um lado apresentado um documento estratégico para o futuro da Agenda de Lisboa – o Vision Paper –, e por outro, pondo fim ao impasse institucional que a União Europeia atravessava desde há 6 anos, conseguindo sentar à mesa os 27 Estados-membros e chegando a um acordo sobre o Tratado Reformador: O Tratado de Lisboa.”
Relembremos que a União Europeia, na sua génese, resulta de um processo de cooperação e integração, com vista à construção de um projecto comum de paz e prosperidade. Actualmente, com o novo Tratado e tendo em conta os novos desafios existentes, a União Europeia, não esquecendo os princípios que estão na sua génese, reveste-se de um novo espírito, posicionando-se no mundo como uma instituição preparada para lidar com novas questões globais como a Inovação, a Competitividade, o Emprego, a Coesão Social e as Mudanças Climáticas, prioridades da Agenda de Lisboa.
Temos uma Europa nova que inova; mais forte e mais unida; mais preparada para os novos desafios; baseada numa cultura de direitos; reforçada com um sistema mais decisivo, mais forte, mais democrático e mais coerente na sua vertente externa. Uma Europa com uma estratégia europeia para o crescimento e emprego reforçada, aberta ao mundo, em sintonia com a competitividade e a inovação, factores impulsionadores da actual globalização. Para ultimar este momento decisivo apenas faltam dois actos: primeiro, a assinatura do Tratado por parte de todos os Estados-membros que terá lugar, uma vez mais, em Lisboa a 13 de Dezembro de 2007 e em segundo, durante 2009, a sua ratificação nos parlamentos nacionais ou via referendo, como é costume em Democracias representativas.
O caminho está definido e os desafios assumidos. Sintamo-nos cidadãos de uma nova Europa aberta ao mundo.