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quarta-feira, 27 de maio de 2009

Idei@s_17..."Eu não assino por baixo!"

O progresso acontece quando líderes corajosos e hábeis
agarram a oportunidade para mudar as coisas para melhor
Harry Truman

Assistimos neste momento, em período de eleições, ao regresso do PSD e da sua líder à vida política e a uma suposta participação nos debates políticos.

De uma estratégia de silêncio, sem voz, força, ou argumento, passou a uma estratégia fraca, incongruente e fora de tempo, apoiada pelo desastroso slogan “eu assino por baixo”, espelho da sua política, e que serve de mensagem forte do seu partido para as eleições europeias.

O PSD tem tentado passar a mensagem de que, graças a este Governo, o País está pior e que estamos perante um “funeral” do Estado Democrático, pois estes enfermam a cada dia que passa. Ao mesmo tempo critica medidas do Governo que impulsionam a economia e estão, pouco a pouco, a fazer de Portugal um País mais competitivo e mais preparado para competir à escala global.

O progresso que Portugal tem feito em áreas determinantes para o nosso futuro, como a educação, infra-estruturas, tecnologia, conhecimento, e outras, tem-se traduzido em resultados práticos.

Lembremos que, em 2005, apenas 18% das escolas portuguesas se encontravam ligadas à Banda Larga. Neste momento e devido às políticas e prioridades definidas por este Governo, 100% das escolas portuguesas estão ligadas à internet em Banda Larga. Apostar em infra-estruturas e em acabar com a infoexclusão e iliteracia digital não é importante? Investir na requalificação do parque escolar e modernizar tecnologicamente as nossas escolas não é relevante?

Entre 2005 e 2009 mais do que quadruplicou, o número de Centros Novas Oportunidades, e mais de 800 mil portugueses souberam aproveitar a oportunidade criada pelo Governo e viram reconhecidas, validadas e certificadas as suas competências, estando assim mais preparados para este novo mercado global e competitivo. Apostar nas qualificações e apostar nas pessoas não é prioritário? Valorizar e aumentar as competências dos cidadãos não é decisivo para o futuro do país?

Foi definido em 2005 que a aposta no conhecimento, um dos 3 eixos do Plano Tecnológico, seria também ela uma prioridade, a par da aposta na tecnologia e na inovação. Desde 2005 já foram assinados acordos com universidades estrangeiras como o Massachusetts Institute of Technology , Fraunhofer, Carnegie-Mellon, e na semana passada com a Harvard Medical School, permitindo a transferência do conhecimento entre universidades estrangeiras e portuguesas e um contacto dos estudantes portugueses com as melhores escolas do mundo, dotando-os de competências complementares. A aposta num ensino superior de qualidade e em profissionais da investigação capazes de competir no mercado global não é essencial?

As PME representam em Portugal mais de 90% das unidades empresariais e este Governo foi, indubitavelmente, o primeiro a apostar seriamente neste sector. Várias têm sido as linhas de financiamento ao longo deste mandato, tendo sido recentemente anunciado a linha de crédito PME Investe 4, num valor global de 400 milhões de euros, 200 milhões destinados a apoiar as exportações e 200 para apoiar as pequenas, médias e micro empresas. Apostar no tecido empresarial, em particular nas PME, não é apostar no futuro?

O PSD pode continuar a insistir num discurso derrotista e catastrofista, sem esperança, sem ambição e sem reconhecer qualquer mérito naquilo que Portugal e a Europa estão a fazer em resposta à crise. O PSD e a sua liderança podem também continuar a não vislumbrar alguns dos resultados positivos e objectivos das políticas definidas pelo Governo. Tudo isso é normal na postura do PSD. Eu é que não “assino por baixo”. Nem eu nem certamente todos aqueles que acreditam na continuação duma estratégia de reforma e de progresso, no País, e nas capacidades dos portugueses.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Idei@s_14..."2009-A Força da Vontade!"


A maior parte das pessoas vive - quer física e intelectualmente, quer moralmente - num circulo muito restrito do seu ser potencial. Todos temos reservatórios de vida aos quais recorrer que nem sequer imaginamos

William James

 


Tentei escrever a minha última crónica deste ano sobre o Natal, contanto talvez uma história ou apelando ao espírito natalício, mas decidi escrever sobre algo que fique para o ano de 2009, passando uma mensagem que possa ser útil a qualquer leitor desta crónica.

O antigo filósofo indiano Patandjali, dizia que quando nos sentimos inspirados por um objectivo grandioso, ou, por um projecto extraordinário, todos os nossos pensamentos quebram as suas grilhetas: a nossa mente transcende as suas limitações; a consciência expande-se em todas as direcções e, neste prelúdio de uma rara visão das nossas capacidades, deparamo-nos com um magnífico e maravilhoso mundo novo até então inalcançável. As forças, as faculdades, e os talentos adormecidos, acabam por despertar para uma nova vida, proporcionando a descoberta em nós próprios, de que afinal, somos muito melhor pessoa do que jamais pensaríamos ser possível.

Estamos prestes a iniciar o ano de 2009. Um ano que deixa transparecer dificuldades acrescidas face à nova visão macro e micro económica do Mundo perante a recessão em que está mergulhado, mas que podem e devem, contudo, ser vistas como oportunidades. Um ano onde podemos provar que a força de vontade não tem limites e que vale mais que um rol de intenções. Um ano em que podemos quebrar as grilhetas do inconformismo e acreditarmos mais em nós, em síntese, nas capacidades extraordinárias que possuímos mas que estão esquecidas no sótão da nossa afirmação como pessoas válidas.

Devemos assim desenvolver uma maneira de estar positiva, serena e inspirada, e romper com a rotina, de modo a sermos mais imaginativos, criativos e inovadores.

Segundo a filosofia indiana, uma mente ocupada com pensamentos negativos traduz-se num corpo físico inoperativo, pouco produtivo e estimulado. Não sendo este o padrão comportamental que deseje para este pais, gostaria que em 2009 arrumássemos as ideias e controlássemos os pensamentos que pairam no jardim da nossa mente, permitindo apenas que subsistissem os dotados de carga positiva, por forma a emergir um contributo mais aberto, mais expressivo, mais dinâmico e inovador, em prol dos mais altos desígnios de um Portugal que queremos vanguardista.

O ano de 2009, deverá, pois, ser um ano de afirmação da mudança sustentada da nossa maneira de viver a vida, no modo como definimos os nossos objectivos e, na forma como no nosso dia-a-dia, acreditamos no futuro. Temos, pois, de ter consciência de que soluções rápidas não produzem bons resultados, e que toda a mudança requer tempo e esforço. A persistência é a força da actual mudança que vivemos.

Acreditar nestes princípios significa acreditarmos em nós próprios, acreditarmos no futuro, e acima de tudo, acreditarmos que apesar de 2009 poder ser um ano durante o qual enfrentaremos sérias dificuldades, poderá, também, ser um ano em que nos tornaremos, por força de uma conjuntura mundial desfavorável a qualquer economia, pessoas mais completas, conscientes, e onde os sonhos e pensamentos se afirmarão, afinal, como realidades atingíveis. Em síntese, um ano onde a força da vontade de cada um será, também, a força da vitória de todos nós.

Feliz 2009 a todos!