Este blogue é um espaço de partiha de ideias, escritas dentro e fora das linhas dos momentos. Deixe o seu comentário, escreva umas linhas, partilhe a sua opinião ou simplesmente aproveite a leitura.
domingo, 26 de abril de 2009
35 anos da Revolução de Abril
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Idei@s_12..."Sim, nós conseguimos"

John Kennedy
terça-feira, 9 de setembro de 2008
Idei@s_10..."As Novas Torres de Babel - Parte II"
Corão 10,48
Vejamos então: as nações só têm caráter quando são livres, ou seja, quando vivem em democracia. Por outro lado, só conseguem progredir e evoluir, quando estão seguras do caminho e das decisões tomadas, isto é, quando estão conscientes de que nem tudo são facilitismos, acreditando assim nas capacidades inatas das suas gentes e, porque não, em algo supremo que está para além da física, porque um barco cujo timoneiro é alguém sem fé, é um barco à deriva, sem bússola que o oriente e sem leme que o guie.
Não devemos, pois, dissociar os conceitos Democracia, Nação e Religião, apresentados por Pierre Manet no livro «A Razão das Nações», da evolução humana e da construção das novas "Torres de Babel", antes pelo contrário e tendo presente o sentido da unicidade, devemos inviabilizar que as mesmas sejam construídas com base na idéia de que qualquer diferença colectiva põe em perigo a unidade humana, tornando irrelevante toda a diferença. Devemos bloquear tal construção, lutando diariamente, nos nossos meios sociais, dentro dos nossos grupos, pela união dos povos, assente nessa diferença cultural, religiosa, política e histórica.
Para quem ainda duvida da razão desta e de outras leituras, sejam elas quais forem, queria apenas dizer que um belo texto é sempre aquele que semeia em redor os pontos de interrogação. Espero ter semeado alguns com as “Novas Torres de Babel”.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
Idei@s_09..."Novas Torres de Babel-Parte I"
«A Democracia...é uma constituição agradável, anárquica e variada, distribuidora de igualdade, indiferentemente, a iguais e desiguais »A República, Platão
Recentemente adquiri um pequeno livro: desses que se lêem durante o almoço, ou, durante um passeio no parque. Um desses livros que aparentemente não nos parecem suscitar qualquer interesse, como a sombra de um banco no chão de uma calçada, ou, de um simples raio de sol invadindo um beco escondido. Um livro pequeno, de capa escura e sem quaisquer grafismos inovadores.
Uma primeira leitura desse livro, levou-me a uma curta viagem aos tempos de universitário, onde, durante o intervalo das aulas então leccionadas, para além dos temas genéricos e habituais, discutíamos sobre política e Democracia, e onde posições contrárias eram mais do que normais e frequentes. E era nessa diferença que residia a riqueza das ideias e a sustentabilidade dos passos futuros de cada um e estava subjacente a ideia da Democracia outrora conquistada. Este livro, de apenas 85 páginas, fala sobre as nações, as suas culturas, a democracia, o projecto europeu, etc. Em síntese, 85 páginas sobre a Democracia, a Nação e a Religião. É verdade: não parece ser muita a informação que podemos encontrar em tão poucas páginas, mas é sem dúvida profunda a reflexão que delas podemos tirar, seja qual for a nossa posição.
Uma das reflexões deste autor – nome que não revelarei, pois espero que a curiosidade vos leve a ler as crónicas seguintes que dedicarei a este tema, na procura de alguma pista que o identifique –, que me chamou a atenção, está relacionada com o conceito da Democracia moderna. A ideia chave desta reside numa edificação simultânea de duas torres de Babel que disputam, diplomaticamente entre si, a autoria da Democracia futura. Mas, ao contrário do conceito da “Babel” bíblica, estas torres, estão a ser edificadas sustentando-se na ideia de que, uma vez que qualquer diferença colectiva põe em perigo a unidade humana, é imprescindível tornar irrelevante toda a diferença e, sob o flash desta unidade proclamada pelas novas torres de Babel, a humanidade mobiliza-se, pouco a pouco e sem se dar conta, para uma liturgia contínua e interminável de adoração de si, descaracterizando-se a si, à Democracia e, ao futuro da humanidade.
Até ao próximo número do Idei@s, gostaria de vos deixar uma interrogação, para a qual, felizmente, ainda não tenho resposta pois uma contribuição assente na diferença formulará uma resposta mais rica:
“Poderá a Democracia futura continuar a assentar no pressuposto de uma unidade de povos cultural, religiosa, política e historicamente diferente? Ou estaremos rumo a uma Democracia descaracterizada, assente numa diferenciação desmedida e baseada numa “diplomacia pingue-pongue entre as duas novas torres, onde o princípio da unidade assente na diferenciação está a desaparecer e o princípio unificador das nossas vidas a perder a sua forte ligação?”