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terça-feira, 19 de agosto de 2008

Idei@s_08..."De novo Magalhães: Portugal no rumo do conhecimento, tecnologia e inovação"


«O viajante é aquele quem mais importa numa viagem»

André Sauré




Portugal encontra-se agora preparado para iniciar mais uma volta ao mundo. Uma volta com Magalhães. Não a bordo da Nau Trinidad que outrora sulcou mares de forma épica, mas sim, através do primeiro instrumento de exploração digital de ligação ao mundo totalmente português, o portátil Magalhães. E nesta nova aventura agora iniciada, os descobridores, isto é, os navegadores, serão todas as crianças entre os 6 e os 10 anos, que poderão entrar na rede, dar largas à sua curiosidade e desenvolver a sua imaginação, navegando no hiperespaço pelo mundo fora, conquistando novos destinos, novos mundos por si idealizados e preparando-se diariamente para a resolução de problemas.

O anúncio do primeiro portátil inteiramente português: o Magalhães, integrado na iniciativa e-escolinha no âmbito do Plano Tecnológico a ser distribuído a cerca de 500.000 crianças, foi anunciado por José Sócrates a 30 de Julho passado e representa uma clara aposta nas novas gerações – os jovens e as crianças, e uma intenção clara de continuar o caminho traçado para colocar Portugal na rota mundial do conhecimento e do sucesso, provocando assim uma reforma geracional e uma mudança de atitudes.

O Portátil Magalhães estará disponível a partir do próximo ano lectivo a título gratuito, ou, nalguns casos, a um preço simbólico, vindo já equipado com software de última geração adequado às capacidades destas crianças. É resistente ao choque, à água e aos líquidos em geral. Vem ainda equipado com uma webcam e placa gráfica onboard. Estas características tornam o Magalhães uma excelente ferramenta de trabalho para qualquer criança e adulto.

Esta aposta representa uma mudança radical e um grande salto cultural para o século XXI. Uma aposta clara numa nova geração que liderará e estará completamente integrada e capacitada para competir neste mundo globalizado e em rede, integrada num Portugal do conhecimento, da tecnologia, da inovação e do sucesso. Um aposta nas crianças, na nova geração Magalhães, numa geração em rede, dos novos argonaustas, mas agora cibernautas.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Idei@s_07..."Fazer o Futuro"


“Esperar é desmentir o futuro”

Emil Cioran

 


Há três anos atrás, os portugueses escolheram o destino do seu País, fazendo-o de entre dois caminhos diferentes.

Por um lado, tomaram consciência que o caminho tomado nos estava a levar a um impasse, causador de um inativismo, de um retrocesso económico, social, ambiental e tecnológico. De um acomodar sobre o ideal de que um emprego é para toda a vida. Tal visão, era sem dúvida mau preságio para um qualquer desenvolvimento que pretendesse inverter o inativismo, implacável redutor de objectivos positivos e dos quais a vontade de não nos afastarmos dos restantes países da União Europeia assumia vital importância.

Por outro lado e onde o bom senso imperava, vislumbraram o caminho que se identificava com um horizonte moderno, onde a vontade lusitana pudesse de novo regressar aos momentos de glória de um passado épico cantado por Camões. Onde a raça e a vontade de gerações de outrora, adaptada às realidades presentes, pudesse agregar de novo e em volta de uma nova esperança, um povo que também merecia estar na linha da frente relativamente aos seus parceiros europeus, afastando, assim, o fantasma do hipotecamento das gerações futuras.

Afinal os portugueses escolheram em consciência e de livre vontade o caminho do futuro para Portugal, isto é, o caminho de um horizonte moderno, uma vez que o bom senso foi a pedra de toque na consciencialização de que era necessário e, muito rapidamente, arregaçar as mangas e deitar mãos à obra, recuperando uma casa em completo declínio.

Agora, mais do que nunca, as ideias apresentavam-se tão claras. Se, por um lado a direita apresentava o choque fiscal que, e em poucas palavras, pretendia aumentar a competitividade do País através de uma redução dos custos de produção, a esquerda, por outro,  apostava no futuro de Portugal, apresentando o choque tecnológico, a única realidade capaz de levantar a sua economia e melhorar a vida dos portugueses, tendo presente os sacrifícios necessários, afastando-se,  de promessas demagógicas.

O objectivo da esquerda era o da mudança da base competitiva, o da maior qualificação profissional dos portugueses, por forma a garantir, não só o seu posicionamento, mas e também, o posicionamento de Portugal no mercado internacional, levando-nos a subir na cadeia de valor e a ser líderes à escala global nas áreas de elevada especificidade.

A esquerda decidiu, assim, apostar no conhecimento, na tecnologia e na inovação, vertentes que tornaram esta aposta num caminho de um só sentido, com vista a fazer de Portugal um país melhor, mais competitivo, com melhores qualificações e melhor adaptado às novas realidades e tendências internacionais.

Podemos então sintetisar os objectivos que se propunham atingir aqueles dois caminhos diferentes. Se o primeiro optou por uma agenda conservadora e de manutenção de propósitos que se revelaram inadequados às necessidades e desenvolvimento de Portugal. Já o segundo, aquele identificado com a esquerda apontava no sentido de uma agenda de transformação e progresso. A escolha foi clara e inequívoca e os portugueses apostaram num futuro transformador  e progressista para o seu País.

Contudo, não se deva cair na ilusão de que a nós, apenas nos cabia o dever de escolher a melhor opção para o País. Cabia-nos e cabe-nos, a cada um de nós, saber aproveitar as condições e oportunidades geradas por essa nossa escolha, por forma a redimencionar o nosso futuro, fazendo-o à escala dos nossos parceiros europeus.

Mas como? perguntarão muitos. A resposta a tal interrogação é curta ainda que traga subjacente o esforço e o trabalho necessários para que seja eficaz.

A aposta no “Triângulo do Sucesso” é inevitável e para isso temos de tomar nas nossas mãos o futuro e acreditar. Ao não fazê-lo, só estamos a dar a oportunidade aos de fora que tomem o nosso lugar, restando-nos, lamentar o simples e triste fado de termos uma tendência ancestral de sempre perdermos o comboio do futuro.

Não nos devemos considerar menos capazes do que outros povos. Lá fora, portugueses que pensam diferente e acreditam nas suas capacidades são a montra do que produzimos e o reflexo de uma educação superior voltada para a especificidade das novas tecnologias em todas as áreas onde ela seja suporte de progresso. E, ao contrário do que muitos pensam, existe já reconhecimento do esforço que Portugal tem vindo a fazer para se chegar aos da frente em termos de desenvolvimento tecnológico.

Devemos, pois, ser optimistas e “acreditar” que é possível atingir a meta do progresso, mesmo tendo presente as mudanças que têm vindo a fragilizar a economia mundial, reflexivamente, a economia portuguesa. Neste particular importa, ainda o “dever/querer” saber mais e apostar no “Conhecimento”, âncora de todo o desenvolvimento tecnológico.

Por último temos de ser capazes de “Aprender”, de modo a adquirirmos  alicerces para criar valor e estar à altura de competir no mercado em rede e global.

Mas para que o “Triângulo do Sucesso” seja aproveitado por todos nós, não basta apenas aceitá-lo como necessário e esperar que o vizinho leve o cabo. Temos de mudar de atitude, pois, a mudança urge e não é compatível com a lenta mudança da mentalidade portuguesa.

Temos que deixar de pensar no que queremos ser e passar a definir como queremos contribuir para o nosso País e, consequentemente, para a nossa competitividade. A diferença reside na tónica do “que fazer para” e não no “querer ser para”.

Esqueçamos o emprego para toda a vida. Esqueçamos a espera indiferente de um dia melhor. Esqueçamos a passividade e o comodismo. Nesta sociedade do Conhecimento e neste mundo global e em rede, a proactividade, a iniciativa, o espírito empreendedor e a motivação, são pilares representativos de um futuro auspicioso. Façamos então o futuro para bem de todos nós, de cada um em especial e, de Portugal, que sempre soube ultrapassar obstáculos considerados intransponíveis, recorde-se a propósito, a épica aventura levada a cabo pelo Infante Henrique em dar novos mundos ao mundo.

domingo, 10 de fevereiro de 2008

Idei@s_05..."Portugal de eleição"

Há quem venha insistindo em dizer que Portugal e os portugueses não têm futuro. De que a sua economia pouco ou nada tem evoluindo, mesmo sabendo que a realidade vem demonstrando o contrário.

Há quem venha insistindo que a nível da saúde e da cultura se vive um período de regressão, fazendo passar uma mensagem que mais não pretende do que distorcer, afinal, um trabalho sério que vem sendo feito no sentido da melhoria dos interesses do portugueses sem qualquer
demagogia.

Há quem persiste em afirmar que as empresas, quer nacionais quer multinacionais, não encontram em Portugal as condições necessárias para investir, de que a tecnologia de nada nos serve ou de que a educação está gasta.

Curiosamente, todas estas críticas e dúvidas infundadas, que alguns nos incutem diariamente, acompanhadas de ataques pessoais e políticos aos nossos altos dirigentes e governantes, acentuam-se à medida que o ciclo legislativo que está a mudar e dar um novo rumo a Portugal, chega ao fim da sua primeira etapa.

A sociedade do futuro é sem dúvida uma “sociedade polifónica”, e assente no que ainda é a forma mais perfeita de governação, a democracia. Mas se é extremamente necessário que a democracia cante a varias vozes, também o é que as mesmas assegurem o equilíbrio da melodia e a sua afinação e não o contrário. Não esqueçamos que os compassos que definem as nossas vidas da esquerda à direita deverão ter sempre o motivo de fazer de Portugal um país mais ambiental, mais moderno, mais competitivo, mais coeso e mais inovador.

Neste sentido, voltando ao primeiro parágrafo, para aqueles que insistem em dizer que não existem investimentos em Portugal, que as grandes empresas não vêem em Portugal um país atractivo para os seus investimentos e, as que o fazem, apenas são atraídas pelos baixos salários praticados, desvalorizando assim quaisquer qualidades que a nós portugueses nos são reconhecidas lá fora, queria recordar-lhes, a título de exemplo, os investimentos que três grandes multinacionais, num espaço de três anos, levaram a cabo no nosso país. Estou-me a referir à Cisco, à Nokia Siemens Networks e, mais recentemente à Fujitsu. Em menos de um ano, estas 3 grandes multinacionais decidiram instalar os seus centros de competências em Portugal. Vejamos então:

A Cisco, multinacional, que desenvolve e comercializa soluções de redes e de comunicação, produtos e serviços tecnológicos que garantem o fornecimento de dados, voz e vídeo em todo o mundo, decidiu, através do seu programa “Hércules”, investir em Portugal e instalar em Lisboa a base de suporte a processos de negócio da Cisco na Europa. Apostou assim em Portugal, não pelos salários baixos, mas porque aqui têm à disposição colaboradores multifacetados, multilingues e com elevadas aptidões técnicas.

A Nokia Siemens Networks, também uma multinacional, decidiu investir em Portugal com a criação de um novo Global Networks Solution Center, que oferece a todos os clientes da Nokia Siemens Networks um controlo operacional rigoroso, uma melhoria na prestação de serviços e elevados níveis de fiabilidade, disponibilidade e segurança de dados. Mais uma vez a escolha de Portugal assenta no nível alto de competências dos nossos recursos humanos, com particular realce para a capacidade linguística, apetência para trabalhar em ambientes multiculturais, grande facilidade de aprendizagem, etc...

E por último a Fujitsu Services, uma das empresas de serviços de Tecnologia de Informação líder na Europa, Médio Oriente e África, que opera em mais de 20 países, também decidiu investir em Portugal com a criação de um Centro de Competência que fornecerá serviços para 40.000 utilizadores em 106 países. Porquê Portugal e não França ou Inglaterra? Segundo a Fujitsu, em Portugal encontraram competências chaves, tais como, a grande capacidade de desenvolver rapidamente equipas com apetência para falar diversos idiomas, a proximidade geográfica com os grandes centros de decisão europeus e o forte alinhamento cultural, a alta produtividade e a baixa rotatividade.

Estes investimentos assinalam Portugal como um país de investimento, um destino sólido e de confiança para as empresas tecnologicamente mais avançadas no mundo, contribuindo para a afirmação de Portugal, o tal país que, segundo muitos, não tem futuro, como um local de eleição para grandes multinacionais investirem e instalarem os seus serviços qualificados.

Somos actualmente um exportador líquido de tecnologia e receptor de investimentos que estão na fronteira tecnológica, que se destinam ao conhecimento e inovação.Se as multinacionais acima referenciadas confiam na nossa economia, confiam em nós e, no futuro do nosso país, confiemos também nós no caminho que estamos a trilhar. Que não subsistam quaisquer dúvidas que Portugal está a tornar-se num País de eleição.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

idei@s_03...Portugal Global, um País do Mundo.

Por entre horas tardias, entre preparativos de aniversário com amigos com trocas de sms de última hora e trabalho pendente, procurei desesperadamente um refúgio, um momento de descanso, começando assim a folhear um novo livro que adiciono aos amontoados na minha mesa-de-cabeceira. Não que por esse facto o desvalorize, pois encaro o acumular de linhas ao meu alcance como algo reconfortante. O descanso e o trabalho pendente prolongaram-se e deram lugar por um lado a estas linhas e o por outro a um descanso tardio.

É sabido que, nós portugueses, temos uma certa tendência para ser um povo menos positivo e esquecer factos, momentos, decisões, instantes, que fizeram a nossa História e que nos permitiram e permitem afirmar que somos um País Global, um País do Mundo. Portugal, ao longo da sua História e desde a sua criação, afirmou-se como um País de referência. Teve fases de maior e menor actividade. Neste momento "despertou" e tão cedo não “adormecerá”.

Neste último livro que comecei a folhear, o autor reforça a ideia de que Portugal é rico, de que Portugal tem um passado, um presente e um futuro. Não podia estar mais de acordo. Tivemos reis que deram um nome a este País, tornando-nos numa referência no e para o mundo das navegações e da inovação. Tivemos e temos músicos reconhecidos internacionalmente, poetas aclamados mundialmente, cientistas nas mais prestigiosas instituições internacionais, políticos de diferentes ideologias que fizeram a diferença, treinadores que levaram o nome de Portugal a todas as casas. Temos uma geografia invejável, com praias paradisíacas onde ainda rebenta a cada segundo poesia e História. Em suma, Portugal tem história, tem poesia, tem arte, tem sabedoria, tem um acumular de casos de sucesso e de potencialidades que lhe permitem olhar para o futuro e assegurar a sua sustentabilidade e afirmar a sua posição neste novo jogo. Um jogo europeu. Um campeonato mundial: A Globalização.

Defendo que não podemos pensar no futuro, desprezando o presente e ignorando o passado. O desenvolvimento do nosso País, assenta inevitavelmente no seu percurso e em variáveis que com o tempo se ajustam às diferentes realidades da vida social, económica e politica. Temos por isso de estar preparados para os desafios que constantemente surgem nas nossas vidas. Portugal actualmente afirma-se como um País coeso, socialmente moderno e activo, actual, cosmopolita e inovador.

Um certo dia um amigo disse-me que o “caminho de uma vida” se deve fazer valorizando o colectivo e não o individual, a pró -actividade e não a passividade comodista, a humildade e não a presunção de que tudo se sabe, e a solidariedade, não o egoísmo desmedido. Penso que está na hora “acordar” e de olhar para este novo mundo como um mundo em permanente mudança, e compreender que não há descanso possível, que a essência da mudança reside em nós, pessoas, no colectivo, e que devemos assumir os actuais desafios que nos são colocados diariamente como algo real. Para reforçar a nossa posição temos que lutar contra esta cultura da desculpa, em que a desresponsabilização de uma participação cívica activa serve de base para contínuas manifestações de descontentamento desmedidas e infundamentadas. Não esqueçamos que somos os actores principais, e não por capricho, mas sim por necessidade, e por isso todos temos de assumir o nosso papel. Temos de ser mais cívicos, activos, participativos e globais

Este texto apenas pretende fazer parte das tantas e tantas linhas de optimismo em prol do nosso futuro, do futuro de Portugal, que circulam diariamente. Desafio todos os que se consideram optimistas a escrever umas linhas, ainda que seja por uma única vez e, depois, reflictam, se tal gesto foi proveitoso. A todos os outros, os que são pessimistas, apenas lhes peço que não deixem de ler essas linhas. Não esqueçamos que a aposta no colectivo faz parte do futuro.

Juntos poderemos contribuir para o sucesso desta missão. A de sermos melhores, de vivermos num Portugal Global e de termos um novo nós.