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quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Idei@s_20_"Acreditamos no Futuro"



“Nunca devemos mudar de cavalo no meio do rio”
Abraham Linconln

O momento era de mudança, por isso nos confrontámos com um círculo de três eleições que agora terminaram.

Em cada momento de cada acto eleitoral, o eleitorado soube expressar-se com elevado sentido de dever cívico, legitimando partidos políticos e respectivos candidatos, para o exercício de funções em novos mandatos, ora no Parlamento Europeu, ora na Assembleia da República/Governo e, finalmente no poder local, isto é, nas Autarquias.

Dum modo geral, os resultados alcançados e por todos já conhecidos, mostraram que o eleitorado ao longo destes últimos meses e em dois dos três actos eleitorais, deu uma vitória expressiva ao Partido Socialista, traduzida num voto de confiança que só veio desmistificar a onda que nos últimos meses procurou galgar, de forma negativista, o patamar do espírito dos portugueses.

O desnorte foi evidente, mas o eleitorado soube sempre fazer jus à sua sabedoria, mostrando que continua a acreditar no futuro do seu país e no rumo traçado pelo anterior executivo, dando ao PS uma maioria que lhe permite responder com optimismo à indigitação do seu líder para o cargo de primeiro-ministro.

O eleitorado mostrou, ainda, acreditar no Partido Socialista, permitindo-lhe um aumento substancial de Câmaras Municipais em relação ao ano de 2005, reforçando-se assim o mapa da sua influência, de forma a projectar uma implementação e maior solidificação nas políticas locais a adoptar.

Deste modo podemos dizer que o Partido Socialista se apresenta como partido vencedor das últimas eleições, uma vez que mostrou um crescimento progressivo e sustentável durante os três actos eleitorais.

Foi o partido mais votado a nível nacional, colocando-se também nestas últimas eleições como o mais forte, uma vez que não só encurtou de forma positiva, a distância que o separava do PSD em 2005 quanto ao número de Câmaras Municipais de sua influência, como continuou a ser o partido mais votado, permitindo consolidar ainda mais a mensagem socialista, passando de 110 para 131, o número de Câmaras socialistas, em comparação com o (PSD + diferentes coligações), que derrapou quanto ao número de Câmaras conquistadas em 2009, isto é, de 157 para 139.

No Alentejo, e pela primeira vez, o Partido Socialista teve uma estrondosa vitória, conquistando à CDU a histórica liderança da Câmara de Beja que detinha á mais de 30 anos, vestindo o concelho de rosa. Vendo renovado o seu mandato na Câmara de Évora, tornou-se a força política mais representativa da região, uma vez que pintou de rosa, duas das três capitais de distrito. Mereceu ainda um voto de confiança do eleitorado nas Câmaras de Viana do Alentejo e Aljustrel, entre outras, aumento o seu espaço de influência.

Estas vitórias mostram uma clara consolidação da esquerda moderada e uma aposta nas políticas nacionais e locais lideradas pelo actual executivo. Uma aposta na segurança, no crescimento da economia, na solidificação das prioridades definidas e numa melhoria do bem-estar social. Mas estas vitórias não podem de modo algum dar lugar ao amorfismo. Estas vitórias representam uma responsabilidade absoluta para o Governo e autarquias, uma responsabilidade absoluta para com os seus eleitores e todos os cidadãos.

Mas representam, essencialmente, uma responsabilidade absoluta de todos nós, que devemos agora mais do que nunca, participar activamente na vida democrática e contribuir para que o País e os nossos concelhos continuem a avançar no sentido do progresso e da excelência.

Acreditámos em Portugal. Acreditemos em nós. Participemos activamente na construção deste nosso futuro.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Idei@s_17..."Eu não assino por baixo!"

O progresso acontece quando líderes corajosos e hábeis
agarram a oportunidade para mudar as coisas para melhor
Harry Truman

Assistimos neste momento, em período de eleições, ao regresso do PSD e da sua líder à vida política e a uma suposta participação nos debates políticos.

De uma estratégia de silêncio, sem voz, força, ou argumento, passou a uma estratégia fraca, incongruente e fora de tempo, apoiada pelo desastroso slogan “eu assino por baixo”, espelho da sua política, e que serve de mensagem forte do seu partido para as eleições europeias.

O PSD tem tentado passar a mensagem de que, graças a este Governo, o País está pior e que estamos perante um “funeral” do Estado Democrático, pois estes enfermam a cada dia que passa. Ao mesmo tempo critica medidas do Governo que impulsionam a economia e estão, pouco a pouco, a fazer de Portugal um País mais competitivo e mais preparado para competir à escala global.

O progresso que Portugal tem feito em áreas determinantes para o nosso futuro, como a educação, infra-estruturas, tecnologia, conhecimento, e outras, tem-se traduzido em resultados práticos.

Lembremos que, em 2005, apenas 18% das escolas portuguesas se encontravam ligadas à Banda Larga. Neste momento e devido às políticas e prioridades definidas por este Governo, 100% das escolas portuguesas estão ligadas à internet em Banda Larga. Apostar em infra-estruturas e em acabar com a infoexclusão e iliteracia digital não é importante? Investir na requalificação do parque escolar e modernizar tecnologicamente as nossas escolas não é relevante?

Entre 2005 e 2009 mais do que quadruplicou, o número de Centros Novas Oportunidades, e mais de 800 mil portugueses souberam aproveitar a oportunidade criada pelo Governo e viram reconhecidas, validadas e certificadas as suas competências, estando assim mais preparados para este novo mercado global e competitivo. Apostar nas qualificações e apostar nas pessoas não é prioritário? Valorizar e aumentar as competências dos cidadãos não é decisivo para o futuro do país?

Foi definido em 2005 que a aposta no conhecimento, um dos 3 eixos do Plano Tecnológico, seria também ela uma prioridade, a par da aposta na tecnologia e na inovação. Desde 2005 já foram assinados acordos com universidades estrangeiras como o Massachusetts Institute of Technology , Fraunhofer, Carnegie-Mellon, e na semana passada com a Harvard Medical School, permitindo a transferência do conhecimento entre universidades estrangeiras e portuguesas e um contacto dos estudantes portugueses com as melhores escolas do mundo, dotando-os de competências complementares. A aposta num ensino superior de qualidade e em profissionais da investigação capazes de competir no mercado global não é essencial?

As PME representam em Portugal mais de 90% das unidades empresariais e este Governo foi, indubitavelmente, o primeiro a apostar seriamente neste sector. Várias têm sido as linhas de financiamento ao longo deste mandato, tendo sido recentemente anunciado a linha de crédito PME Investe 4, num valor global de 400 milhões de euros, 200 milhões destinados a apoiar as exportações e 200 para apoiar as pequenas, médias e micro empresas. Apostar no tecido empresarial, em particular nas PME, não é apostar no futuro?

O PSD pode continuar a insistir num discurso derrotista e catastrofista, sem esperança, sem ambição e sem reconhecer qualquer mérito naquilo que Portugal e a Europa estão a fazer em resposta à crise. O PSD e a sua liderança podem também continuar a não vislumbrar alguns dos resultados positivos e objectivos das políticas definidas pelo Governo. Tudo isso é normal na postura do PSD. Eu é que não “assino por baixo”. Nem eu nem certamente todos aqueles que acreditam na continuação duma estratégia de reforma e de progresso, no País, e nas capacidades dos portugueses.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Em Foco: "Exportação tecnológica portuguesa em crescimento"

Segundo os dados que foram divulgados hoje pelo Banco de Portugal, e que estão disponíveis na sua página web (http://tiny.cc/vGPDG), o nosso País voltou a registar, pela segunda vez na sua história, um saldo positivo da balança de pagamentos tecnológica.

Estes resultados, a meu ver, fruto de uma política determinante e certiva, sustentada pelo Plano Tecnológico no plano nacional e pela Estratégia de Lisboa no plano europeu, mostram que apesar do difícil contexto internacional que enfrentamos a nível mundial, Portugal continuou a exportar mais do que importou no sector tecnológico, continuando no rumo definido em 2005.

Para quem insiste em definir a bandeira do Governo (Plano Tecnológico) como inútil e a estratégia para o crescimento e emprego da UE (Estratégia de Lisboa) como ineficaz, na esperança de contribuir para um descrédito nacional dos actuais governantes, deixo alguns resultados inegáveis.

Em 2005, o saldo desta balança tecnológica foi negativo em 286 milhões de Euros,

Em 2007 inverteu-se esta tendência, alcançando um saldo positivo que ascendeu a 60 milhões de Euros.

Em 2008, o ano fechou com um saldo positivo de 42 milhões de Euros, tendo verificado assim a consolidação desta tendência.

Não é uma miragem. Portugal está no rumo certo e nenhuma oposição o fará desviar desse caminho.

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Idei@s_13..."Inovação,Cultura e Alentejo"*

*Em parceria com José Nascimento

«Cultura é o sistema de ideias vivas que cada época possui. Melhor: o sistema de ideias das quais o tempo vive»
José Ortega y Gasset

O ano de 2009 será o "Ano Europeu da Criatividade e da Inovação". Um ano onde tais objectivos estarão alinhados com vista a uma maior sensibilização da sociedade pela importância que representam para futuro sustentável não só da Europa mas também do Mundo, não devendo, contudo, ser apenas prioridades e desafios transnacionais, mas sim responsabilidades que não deverão passar ao lado das regiões de Portugal, particularmente, do Alentejo. Nesta medida, cabe-nos a nós, sociedade alentejana, um dever de contribuir para um Alentejo mais inovador, marcando em toda a linha do progresso, uma forte presença de afirmação além fronteiras, como uma região de forte identidade, global e culturalmente inovadora.

O desenvolvimento da nossa região, em tudo deve ser feito com base em soluções diferenciadas, sustentadas em factores distintivos, donde sobressai uma cultura já centenária e enraizada nas suas gentes ao longo de muitas gerações, devendo assumir um papel indutor e funcionar como uma alavanca fundamental para o desenvolvimento da educação, da criatividade e do empreendedorismo.

O que as gentes do Alentejo fizeram ao longo dos séculos é hoje um património inestimável, compatível com o que se faz hoje em dia na arte, na publicidade, no design, no cibermundo e na produção de novos projectos culturais para consumo de todo o país. O tradicional, o moderno e o contemporâneo na arte e no artesanato no Alentejo, estão na base da inovação necessária para repensar a cultura, dotando-a de novas formas, valências e valor de mercado.

Este Governo acreditou e pôs em prática um plano para a modernização de Portugal, uma aposta no futuro das pessoas. A tecnologia, o conhecimento e a inovação representam uma resposta aos novos desafios. Representam a antecipação de um novo movimento em volta de novas prioridades. Representam a renovação e a criação de um novo País. Um Portugal que liga o tradicional com o moderno, mas um país mais competitivo a nível global, onde a inovação cultural possa desempenhar um novo papel e constituir-se como um dos motores de afirmação.

Num mundo cada vez mais globalizado, a cultura do Alentejo, baseada nas suas tradições será cada vez mais a verdadeira variável diferenciadora, ou seja, se for bem trabalhada será uma arma excepcional de competitividade. A aposta está em conseguir reforçar e pulverizar as suas potencialidades através das novas tecnologias e pela sociedade da informação. Para isso é necessário trabalhar conteúdos e canais multimédia, que permitam que essa informação chegue de uma forma privilegiada a todos.

Deixemo-nos contagiar pelo dinamismo do Plano Tecnológico. Reforcemos pois o papel da cultura como um instrumento de criatividade e inovação, empreendendo todos em conjunto, novas fronteiras solidárias de desenvolvimento.

terça-feira, 22 de julho de 2008

Idei@s_07..."Fazer o Futuro"


“Esperar é desmentir o futuro”

Emil Cioran

 


Há três anos atrás, os portugueses escolheram o destino do seu País, fazendo-o de entre dois caminhos diferentes.

Por um lado, tomaram consciência que o caminho tomado nos estava a levar a um impasse, causador de um inativismo, de um retrocesso económico, social, ambiental e tecnológico. De um acomodar sobre o ideal de que um emprego é para toda a vida. Tal visão, era sem dúvida mau preságio para um qualquer desenvolvimento que pretendesse inverter o inativismo, implacável redutor de objectivos positivos e dos quais a vontade de não nos afastarmos dos restantes países da União Europeia assumia vital importância.

Por outro lado e onde o bom senso imperava, vislumbraram o caminho que se identificava com um horizonte moderno, onde a vontade lusitana pudesse de novo regressar aos momentos de glória de um passado épico cantado por Camões. Onde a raça e a vontade de gerações de outrora, adaptada às realidades presentes, pudesse agregar de novo e em volta de uma nova esperança, um povo que também merecia estar na linha da frente relativamente aos seus parceiros europeus, afastando, assim, o fantasma do hipotecamento das gerações futuras.

Afinal os portugueses escolheram em consciência e de livre vontade o caminho do futuro para Portugal, isto é, o caminho de um horizonte moderno, uma vez que o bom senso foi a pedra de toque na consciencialização de que era necessário e, muito rapidamente, arregaçar as mangas e deitar mãos à obra, recuperando uma casa em completo declínio.

Agora, mais do que nunca, as ideias apresentavam-se tão claras. Se, por um lado a direita apresentava o choque fiscal que, e em poucas palavras, pretendia aumentar a competitividade do País através de uma redução dos custos de produção, a esquerda, por outro,  apostava no futuro de Portugal, apresentando o choque tecnológico, a única realidade capaz de levantar a sua economia e melhorar a vida dos portugueses, tendo presente os sacrifícios necessários, afastando-se,  de promessas demagógicas.

O objectivo da esquerda era o da mudança da base competitiva, o da maior qualificação profissional dos portugueses, por forma a garantir, não só o seu posicionamento, mas e também, o posicionamento de Portugal no mercado internacional, levando-nos a subir na cadeia de valor e a ser líderes à escala global nas áreas de elevada especificidade.

A esquerda decidiu, assim, apostar no conhecimento, na tecnologia e na inovação, vertentes que tornaram esta aposta num caminho de um só sentido, com vista a fazer de Portugal um país melhor, mais competitivo, com melhores qualificações e melhor adaptado às novas realidades e tendências internacionais.

Podemos então sintetisar os objectivos que se propunham atingir aqueles dois caminhos diferentes. Se o primeiro optou por uma agenda conservadora e de manutenção de propósitos que se revelaram inadequados às necessidades e desenvolvimento de Portugal. Já o segundo, aquele identificado com a esquerda apontava no sentido de uma agenda de transformação e progresso. A escolha foi clara e inequívoca e os portugueses apostaram num futuro transformador  e progressista para o seu País.

Contudo, não se deva cair na ilusão de que a nós, apenas nos cabia o dever de escolher a melhor opção para o País. Cabia-nos e cabe-nos, a cada um de nós, saber aproveitar as condições e oportunidades geradas por essa nossa escolha, por forma a redimencionar o nosso futuro, fazendo-o à escala dos nossos parceiros europeus.

Mas como? perguntarão muitos. A resposta a tal interrogação é curta ainda que traga subjacente o esforço e o trabalho necessários para que seja eficaz.

A aposta no “Triângulo do Sucesso” é inevitável e para isso temos de tomar nas nossas mãos o futuro e acreditar. Ao não fazê-lo, só estamos a dar a oportunidade aos de fora que tomem o nosso lugar, restando-nos, lamentar o simples e triste fado de termos uma tendência ancestral de sempre perdermos o comboio do futuro.

Não nos devemos considerar menos capazes do que outros povos. Lá fora, portugueses que pensam diferente e acreditam nas suas capacidades são a montra do que produzimos e o reflexo de uma educação superior voltada para a especificidade das novas tecnologias em todas as áreas onde ela seja suporte de progresso. E, ao contrário do que muitos pensam, existe já reconhecimento do esforço que Portugal tem vindo a fazer para se chegar aos da frente em termos de desenvolvimento tecnológico.

Devemos, pois, ser optimistas e “acreditar” que é possível atingir a meta do progresso, mesmo tendo presente as mudanças que têm vindo a fragilizar a economia mundial, reflexivamente, a economia portuguesa. Neste particular importa, ainda o “dever/querer” saber mais e apostar no “Conhecimento”, âncora de todo o desenvolvimento tecnológico.

Por último temos de ser capazes de “Aprender”, de modo a adquirirmos  alicerces para criar valor e estar à altura de competir no mercado em rede e global.

Mas para que o “Triângulo do Sucesso” seja aproveitado por todos nós, não basta apenas aceitá-lo como necessário e esperar que o vizinho leve o cabo. Temos de mudar de atitude, pois, a mudança urge e não é compatível com a lenta mudança da mentalidade portuguesa.

Temos que deixar de pensar no que queremos ser e passar a definir como queremos contribuir para o nosso País e, consequentemente, para a nossa competitividade. A diferença reside na tónica do “que fazer para” e não no “querer ser para”.

Esqueçamos o emprego para toda a vida. Esqueçamos a espera indiferente de um dia melhor. Esqueçamos a passividade e o comodismo. Nesta sociedade do Conhecimento e neste mundo global e em rede, a proactividade, a iniciativa, o espírito empreendedor e a motivação, são pilares representativos de um futuro auspicioso. Façamos então o futuro para bem de todos nós, de cada um em especial e, de Portugal, que sempre soube ultrapassar obstáculos considerados intransponíveis, recorde-se a propósito, a épica aventura levada a cabo pelo Infante Henrique em dar novos mundos ao mundo.

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Idei@s_06..."Um antes e um depois"

Portugal é hoje um país em mudança. Um país que soube sair da rota das meras intenções e entrar no caminho do desenvolvimento com feitos presentes: isto é, de um antes inoperante para um depois activo.

Para muitos tal afirmação poderá parecer pura demagogia ou um optimismo exagerado. Prefiro vê-la como um sinal de confiança no seu futuro, na sua gente e nos seus governantes, traçadas que foram metas, definidos que foram objectivos, numa palavra, elaboradas que foram reformas que permitem afirmar, que hoje somos um país moderno.

Desde que o actual governo tomou posse, variadíssimas medidas foram levadas a cabo com vista a posicionar Portugal no rumo da modernidade, da competitividade, da coesão e da inovação, factores indispensáveis ao seu desenvolvimento.

Como cidadão não tenho dúvidas em aceitar que somos tudo isto. Os resultados e os sinais de tal mudança são já uma realidade inquestionável que o dia-a-dia vai mostrando.

É sabido que levar a cabo quaisquer reformas, não é tarefa fácil quando das mesmas podem resultar situações desfavoráveis que a todos nos tocam. Elas impõem-se sempre que a realidade nacional o exige, isto é, sempre que é necessário ajustar o passado ao presente no sentido de se abrirem novos caminhos ao desenvolvimento em toda a sua dimensão e ao alinhamento de uma maior justiça social.

Mas os três anos decorridos mostraram como é possível mudar e mudar bem, fazer a diferença pela positiva.

Por não querer parecer que apenas defendo que muito foi feito e não apresento nada que justifique tal afirmação, gostava de referir, de entre muitos, alguns exemplos práticos que corroboram o que digo.

Para que conste, nos últimos três anos foram entregues mais de cem mil computadores portáteis com ligação à Internet em banda larga, a alunos do 10º ano, professores e formandos do Programa Novas Oportunidades. Este mesmo Programa teve mais de trezentos mil adultos inscritos que procuraram melhorar as suas qualificações. Também, a grande maioria de todas as escolas nacionais estão já ligadas à Internet em banda larga oferecendo, assim, a todos os estudantes e professores um acesso mais rápido à informação.

Conseguiu-se ainda que mais de quatro mil jovens licenciados fossem colocados em Pequenas e Médias Empresas, através do Programa InovJovem, contribuindo para a inserção profissional de recém licenciados e para uma diminuição gradual da taxa de desemprego.

Com vista a promover o contacto com o ensino de excelência e promover a troca de experiência e conhecimentos foram também estabelecidas parcerias com Universidades Internacionais de renome em diversas áreas.

Os empresários viram simplificada a sua vida através da Empresa na Hora, sendo que até à data, já foram criadas mas de quarenta mil empresas com um tempo médio de criação de 49m.

Os idosos viram o seu Complemento Solidário ser aumentado em 10,6% e graças às mais de cem
Unidades de Saúde Familiar, mais de uma centena de milhar de portugueses têm agora acesso a médico de família.

Descriminalizou-se a Interrupção Voluntária da Gravidez até às dez semanas, sendo que 70% já foram realizadas em estabelecimentos públicos.

Face a estes exemplos, os números que eles representam e as mudanças estruturais que eles já provocaram e continuam a provocar na vida de cada um é inevitável afirmar que entre o antes e o depois, entre o queremos e o fizemos, grandes passos foram dados.

A resignação, o lamento, o pessimismo profissional, o desejo de alguns imprimirem um estado de depressão colectiva, o tremendismo, a desorientação e o descrédito contrastam, claramente, com o rigor, a competência, o crescimento, o emprego, a justiça social e as oportunidades para todos, realidades com as quais nos últimos três anos em Portugal temos vivido e beneficiado.

Acreditemos nas evidências e reforcemos o nosso voto de confiança no futuro de todos nós.